19.1.11

podem os geeks salvar o mundo?

estou acompanhando as discussões na campus party brasil. eu juro que sou um lammer frustrado, bem longe de um geek de sucesso, não sem nem programar despertador analógico e estou longe de ser um usuário padrão. mas a cultura nerd me encanta! acho que no fundo sou nerd reprimido. mas então, estava eu assistindo aos painéis, aos debates e as palestras da campus party e me deparei com uma discussão muito atual: como mudar o mundo?
claro que meu espírito crítico observa com muita reserva as ideias dos geeks. mas da reunião de coisas que vi me parece que existe sim uma tendência de buscar um mundo melhor, com mais justiça social e consciência humana. fiquei surpreso! geralemnte geeks não enxergam o mundo além dos deus desktops e gadgets!
o simples fato de buscar ideias novas e debater soluções é o início de algo. assim na campus party foi lançado o projeto something better. a ideia é reunir ideias para fazer "alguma coisa melhor". é um caminho inverso. geralmente projetos iniciam na base e crescem até atingir a esfera privada. nesse caso, uma empresa privada banca um projeto que teóricamente está aberto a preocupação da sociedade. será verdade? podem os geeks salvar o mundo?
a resposta é simples: não custa tentar!

11.1.11

que dia!!!

11.1.11!

animação

Visualizing empires decline from Pedro M Cruz on Vimeo.

Animação bem sacada sobre a dinâmica dos impérios coloniais!

5.1.11

skymaps

programinha gostoso de férias é ficar deitado na rede olhando pro céu, assim, sem fazer nada! mas se for o céu norturno, bom, aí há muito mais do que observar do que aquelas nuvens bucólicas de uma tarde arrastada de verão. se você estiver no campo ou na praia, mas em algum lugar com pouca luminosidade, em relação aos centros urbanos, observar o céu noturno será mais fácil, e muito mais belo. com ou sem luneta, vale a pena conferir o espetáculo que toda noite paira sobre nossas cabeças.
pra ajudar, a skymaps disponibiliza mensalmente o download do mapa celeste. o do mês de janeiro você encontra aqui, mas por algum motivo irrevelado, ele só foi postado em língua inglesa (?). Ah, esse mapa é para a latitude de 35° sul, manja? se estiveres no hemisfério norte ou próximo ao euquador terás que procurar outro mapa no skymaps. É facinho de entender, auto-instrutivo e muito divetido!!
dica: o gigante planeta júpiter está visivel em janeiro, bem ao leste, quase no horizonte!

18.11.10

eleições do DCE UFPel 2010

O diretório central dos estudantes é uma entidade que representa (eca!) o interesse do corpo estudantil perante a universidade e a sociedade. aqui em Pelotas, o DCE é tradicionalmente uma base de apoiadores a candidatos e partidos em ascenção e já foi, em outros tempos, uma pedra no sapato dos reitores! hoje o DCE da UFPel conta com uma sede no centro histórico da cidade, vandalizada, suja, mal cuidada e sobretudo, ociosa! Os programas desenvolvidos pelo DCE se restringem aqueles em união e conformidade com os partidos ali infiltrados e inevitavelmente, com a poderosa reitoria de Cesar Borges.
Ontem e hoje ocorrem as eleições para mais um ano de gestão do DCE e nela se confrontam duas realidades: situação (chapa 1) e oposição (chapa 2). Trata-se de um momento único de construção política de partidos e de disputa por maior projeção na base. Eis o por quê de toda a discordia e a acirrada batalha que as chapas vem protagonizando.
Ontem não foi diferente! Perto das 22horas, prazo de encerramento das votações do dia, um ônibus fretado (sabe-se lá por quem...) oriundo da região metropolitana de Porto Alegre trouxe para o Instituto de Ciências Humanas, um grupo de mais de 40 pessoas regularmente matriculadas nos polos de educação a distância e que exigiam o seu direito ao voto!
Acontece que previamente, o conselho de DAs (Diretórios Acadêmicos) havia em assembléia registrado que esses mesmos polos não teriam direito ao voto, por falta de infra estrutura do próprio processo eleitoral e por que, no fim das contas, esses alunos não são atingidos ou integrados pelos alcances do DCE, que são extremamente precários.
Estava armada a confusão!!!
Diante do impasse, a Comissão de Eleição decidiu tomar os votos dos estudantes de polo, e separá-los em envelopes, a fim de decidir posteriormente da validade dos mesmos. E essa decisão não foi aceita pela pela chapa 1, que reinvindicava a colocação dos votos nas mesmas urnas, de forma igual aos estudantes de Pelotas, e se impondo a decisão do conselho de DAs. A chapa 2 reagiu com palavras de ordem, avisando que era tudo uma armação política da chapa 1 para fazerem desses estudantes de polo, mais uma parte do seu curral eleitoral.
Estava armada a confusão!!!
Uma breve briga iniciou depois que um integrante da chapa 1 cuspiu em um integrante da chapa 2, mas o conflito logo terminou, permanecendo apenas a tensão do momento. A polícia federal e a brigada militar foram chamadas, assim como o vice reitor (!!!), que prontamente atendeu ao pedido de um membro da chapa 1 e se fez presente com seu corpo de seguranças pessoais (!!!!)
Encerrados dentro do prédio do ICH o vice reitor e a COE decidiram (ou não) o futuro das eleições. Os votos do polos foram tomados em envelopes a serem posteriormente analisados, de sua validade... mas o que fica disto?
Fica a verdade escarrada de que esse processo é valioso a dois partidos políticos: PSB e PSOL. De um lado o PSB que vem fazendo uma ascendente carreira política na cidade, com a recente eleição de seu mais meteórico candidato, o Catarina, a quem muito interessa o controle de bases estudantis. De outro o frágil e resistente PSOL, sem fortes coligações políticas, mas ainda aberto ao diálogo com setores apartidários do movimento estudantil. A chapa 1 esbanjou dinheiro, distribuiu camisetas ao preço simbólico de R% 5 em boa malha verde (que não me deixa esquecer do positivismo e do integralismo no Brasil). A chapa 2 reuniu frágeis recursos e fez uma arte sobre uma malha branca sem graça, mais barata e nitidamente artesanal. A chapa 1, integra ainda outros partidos, um bom grupo do PT, sobretudo os mais institucionalistas, e planejam grandes intervenções e conchavos, alianças mirabolantes que envolvem a Reitoria e o poder público, é um baú de politicagem!!! A chapa 2 vive um momento de construção de movimento, apoiado fortemente no diálogo aberto e em ideias que eu vi e ouvi, bem mais plurais.
É quase certa a vitória da chapa 1 e a continuidade da política pelegado DCE, e é uma redendância imaginar que uma cidade como Pelotas, isso seria diferente!
Todos perdem!

5.10.10

microcosmo

ontem tive uma rara experiência democrática em um microcosmo bem conhecido por mim: a eleição do novo síndico do condôminio onde moro - chama o tim maia!!! eis que lá estavam boa parte dos 470 proprietários de apartamentos dessa modesta vila. todos interessados em fazer valer seu voto - que não era obrigatório - para a mais acirrada disputa entre situação e oposição. tudo com direito aos esteriótipos plenamente representados: a situação nas mãos de um velho senhor gasto, há dez anos no poder, cheio de reservas e privilégios a um grupo seleto de moradores dos blocos iniciais. uma verdadeira elite, reacionária e ranzinza, dispota a manter-se de unhas e dentes na administração da vida condominal. essa micro-direita tinha o apoio irrefutável da imobiliária administradora, dos donos do mercadinho, dos donos da creche, dos donos dos dois salões de beleza, dos moradores mais velhos, dos moradores evangélicos e dos moradores militares! um primor! do outro lado, a oposição: mulheres solteiras, separadas e independentes, jovens estudantes, senhores de profissão livre, nitidamente mais pobres e revoltosos com o sistema do condomínio. com pouco apoio declarado, restringindo-se à turma dos churrascos nos finais de semana, dos chimarrões de fim de tarde, sempre calorosos e (ouso dizer) românticos! enfim: pura plebe! e lá estavamos todos, a votar! uma tarefa bastante litúrgica e por demais demorada.
eram filas para assinatura de listas, entrega de procurações, verificação de documentos e recebimento da cédula em papel, como nas antigas! bem que de repente, chegou diante do salão, com motor roncando alto e de forma assustadora, um caminhão camuflado do exército brasileiro. acompanhado de uma tropa toda fardada! e sem cerimônia alguma adentraram o salão! e eu... que não perco a ironia das coisas, virei-me para trás de minha cadeira e proferi um comentário que julgava apropriado:
- é... hoje vai ter golpe militar! -
foi aí que percebi, no meio do meu riso frouxo, que só eu desfrutava da piada! olhavam assustados e curiosos para mim, parte daquela platéia, sobretudo os mais velhos! eu havia cruzado uma tênue linha da lembrança. calei-me quase tomado de vergonha!
os militares instalaram o equipamento de som, para depois, ambos candidatos discursarem, aos olhos atentos de uma silenciosa e atenta platéia. por fim, o relatório do acerto de contas e o início de uma lenta marcha em direção a urna sacralizada! o sufrágio universal!
a situação venceu! e mais uma vez, a continuidade da ordem. mas isso é a democracia!

20.9.10

Dissidências no sul do Brasil.

((( Escrever sobre a Revolução Farroupilha é uma tarefa que, embora já feita por mim, não me é das mais agradáveis! Confesso não ter paciência para com o brilho e opulência que a festa carrega! E muito menos com os equívocos e invenções do MTG. Assim sendo, cedo espaço ao colega mais talentoso e grande amigo: Willy! Que, curiosamente, abandonou os pampas para viver na Argentina, assim como Bento Gonçalves! Saudades, camarada! )))


Na madrugada do 20 de setembro, em 1835, rebeldes gaúchos da Província de São Pedro, chamados pelos seus rivais políticos de farroupilhas ou farrapos, tomaram o poder destituindo ao governador, nessa época chamado de Presidente.Não era apenas um entrevero mais de caudilhos, acostumados a levantar-se em armas a cada divergência, era uma verdadeira Revolução contra o governo central português. O Império, no seu período regencial, cobrava pesadíssimos impostos para todos os produtos que a Província exportava, em especial o charque - a carne salgada -, que era a base de alimentação dos escravos nos latifúndios do País e onde fosse adotado o sistema escravagista. Ademais de reduzir as taxas de importação do charque do Uruguai e da Argentina que, passou a entrar no país com preço altamente favorável, o governo regencial aumentou internamente as do sal, insumo básico nos saladeiros gaúchos, trazendo prejuízos à economia dos pecuaristas da região. As idéias de autonomia e federalismo ganharam força ao natural na província distanciada do centro do País. A condição de ser um estado produtor de alimentos e a vivência histórica de guerras fez com que a elite rural, com experiência militar e poder suficientes, não se submetesse à imposição de tais impostos escorchantes.
Nessa luta contra o centralismo do Império, se clamava por justiça tributária, ademais de uma maior autonomia econômica e política para as Províncias, até na escolha do próprio presidente, para que o mesmo fosse da terra.

A Guerra dos Farrapos constituiu-se no mais importante rompimento com o Império, dentre vários que houve nesse período. Inclusive os nobres, os barões do café - tradicional base de sustento da economia monárquica -, entenderam o descompasso entre a importância política e o poder econômico, após perderem privilégios monetários e esgotarem as produções nas suas terras. As idéias liberais - que pregoavam a derrubada das monarquias absolutistas percorrendo todo o mundo e o sucesso das Repúblicas da bacia do Prata, foram a base da revolução gaúcha brasileira e das revoltas ditas liberais, como as rebeliões em São Paulo e Minas Gerais e, até, a revolução Praieira em Pernambuco. A Declaração da Independência dos Estados Unidos, em 1776, e os princípios da Revolução Francesa, em 1789, continuavam a encontrar eco nas mentes das novas gerações na América do Sul, sendo modelos para a República que estava nascendo. O líder do movimento farroupilha foi Bento Gonçalves da Silva, que havia participado na guerra contra a Banda Oriental, estancieiro, militar por formação, comandou a insurreição até perto do final em 1845, apoiado pelo grupo chamado de “maioria” das forças revolucionárias, entre eles o ilustre agitador e corsário italiano: Giuseppe Garibaldi. A idéia deste caudilho, apoiada pelas lideranças pecuaristas, era formar uma federação, onde as províncias pudessem congregar-se, sem a incumbência do Império Português. A abolição da escravidão, foi a medida social mais importante tomada pelos gaúchos rebeldes. A proposta - aparentemente libertária – era apenas para os escravos negros que se incorporassem como soldados, tendo como intenção básica, arregimentar as tropas sulinas, em ampla desvantagem numérica em relação às forças imperiais. Muito mais do que um sentimento de igualdade ou liberdade a “libertação” dos negros gaúchos perseguia um interesse bem específico de aumentar o exército farrapo. Entre seus próprios colaboradores, Bento Gonçalves encontrou uma forte resistência, um movimento interno chamado de “minoria”, que em essência pretendia vantagens pessoais e enriquecimento. Este cisma político irá quebrar o espírito revolucionário e acabar com o sonho de independência no sul. Depois de 10 duríssimos e longos anos de luta desigual, em guerra de guerrilhas, os ginetes farroupilhas, ótimos em combate a cavalo, depuseram as armas. Foi realizado um acordo de paz, entre o governo central e os revolucionários gaúchos, uma decisão estratégica que manteve a soberania portuguesa no território e a dignidade - investida de lenço vermelho - do povo riograndense, além do ressarcimento econômico da liderança farrapa. A Revolução Farroupilha continua a fascinar não só a historiadores, que se digladiam sobre a intenção, ou não, de separatismo. Também alimenta o imaginário de aqueles que lutaram e lutam por manter a cultura gaúcha, pugnam pelas tradições, os que querem um Rio Grande do Sul próspero, justo, livre e unido.


Guillermo Burgos - Pesquisador - Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil

29.7.10

esquizofrenia coletiva ou neurose da ciência?

em plena anpuh-rs (encontro estadual de história), tive a rara oportunidade de conversar com colegas de profissão de todo estado. enfim, foram conversas informais, entre intervalos ou na volta para o hotel, com professores da área e que possuiam um sentimento muito semelhante ao meu: a academia é esquizofrênica!
isso se justifica, pelo simples afastamento, já piégas e reconfirmado, entre as práticas universitárias e os bancos escolares! mas, ao refletir, re-refletir novamente sobre todas essas questões insolúveis, tentei pensar mais originalmente... e se? se na verdade, não dividíssimos a história entre aquela produzida na academia e aquela nos livros didáticos? se pensassemos na história como uma só coisa, uma ciência ou disciplina, da qual existem diferentes práticas ou níveis de aprofundamento. bom, nesse caso, o que teríamos não seria a aparente histeria, fruto da esquizofrenia coletiva dos acadêmicos, distantes por excelência do mundo real. nesse caso, teriamos uma ciência neurótica!
deixe-me explicar! uma neurose é, basicamente a divisão ds psiquê em duas realidades concomitantes e sobrepostas! é mais ou menos isso que percebo da história! principalmente porque, apesar de meus esforços, a aproximação entre essas duas realidades é tão difícil... com resistência de ambos os lado! talvez eu seja mais um daqueles sonhadores, mas eu realmente anceio por um futuro mais claro, onde a universidade exceda seus muros tão excludentes e os professores de ensino básico possam somar àqueles que por hora, estão autopostados como os donos inabaláveis do saber!

25.7.10

História Fashion Week em Santa Maria

Estou embarcando para Santa Maria! Será uma semana no Encontro Estadual de História, a ANPUH-RS, ou como costumo falar: o História Fashion Week! Estou indo até lá por obrigação e trabalho! Não nutro nenhum interesse por esses eventos que outrora tanto me fascinavam! Enfim, a Academia é um palhaçada! E acho um saco ter que estar atrelado a ela... aff! Bom, pensando em talvez encontrar formas de diversão, que tornassem essa viagem menos chata, saí em busca de informações na internet. Fui a Santa Maria apenas uma vez, quando muito criança e guardo pouquíssimas recordações da cidade "boca do monte". Também possuia algumas informações superfíciais... é uma cidade com clima quente, o maior número de efetivos do exército no estado e uma boa universidade federal. Eis que fui pesquisar no site do jornal da cidade, o Diário de Santa Maria, e logo encontro a programação da semana!!! uhuuu... _o/ Já me animei todo!!! Ledo engano.
A programação anunciada pelo jornal iniciava com um missa, também um bazar com chá (organizado pelas senhoras da cidade), logo depois um jantar em um CTG (com direito a fandango), show com a banda Roupa Nova cover e pra finalizar Baile da Terceira Idade no Clube de Tiros da cidade! Nossa! Quanta diversão!! Me segura!!!! Enfim... pura frustração!
Ao menos, o grande amigo ("grande" é conotativo, nesse caso) Emmanuel vai junto. Espero que exista algum boteco aberto para garantir nossa sanidade! Oxalá meus pré-conceitos interioranos não sejam verdadeiros! Mas fiquei com a impressão reforçada, de que o "coração do Rio Grande do Sul" é um ninho de conservadorismo. Será?